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domingo, 7 de fevereiro de 2021

2021, o ano sem Carnaval.

 

O que seria da vida, afinal, se não houvesse Carnaval?” Perguntava Edgard Moraes, em “Homenagem à Folia”, um de seus inúmeros frevos de bloco…

Pela primeira vez, estamos num ano em que não haverá Carnaval. Entendo a necessidade disso, mas não me conformo. Carnaval é a Minha Festa. Minha “Folia Querida”, cantada no frevo “Carnaval Divinal”…

Algumas músicas me tiram lágrimas dos olhos. “Saudade”, de Aldemar Paiva e que, com meu irmão Nicolau fomos cantando, levando o corpo de mamãe pra cerimônia de cremação… Outra é “Frevo de Saudade”, de Aldemar Paiva e Nélson Ferreira.

Este ano, vendo a live do Bloco da Saudade, em casa, procuro fechar os olhos e lembrar que nesta próxima quarta-feira, dia 10 de fevereiro deste fatídico 2021 estaríamos com meu irmão Nicolau, tias, primas, primos, amigas, amigos… nos confraternizando, brincando, cantando, dançando as músicas tocadas pelo maestro Bozó e sua orquestra de pau e corda, no acerto de marcha do Bloco da Saudade.

Quanta saudade…

Choro sim. Sou um chorão de marca maior mesmo. E o Carnaval sempre me faz chorar. De alegria, de saudade de tempos em que, menino, brincava na Vila dos Comerciários atrás do “Amantes das Flores”, das tribos de “caboculinhos” Tabajara e Canindé. Do CORSO, na avenida Conde da Boa Vista, Aurora, Imperatriz, Manuel Borba, Dom Bosco, Conde da Boa Vista… Do Carnaval de Olinda dos anos 1970, em que havia o QG do Frevo, na Sigismundo Gonçalves, na frente da Praça do Jacaré, por onde passavam as agremiações no tríduo momesco!.

Mas também tinha o Trote de Elefante, seu Clídio Nigro, que eu gostava de conversar e ele também gostava muito de conversar comigo. Ele falava das suas músicas do Carnaval de Olinda, principalmente “Banho de Conde” e “Olinda nº 2”, mais conhecida do Carnaval da minha cidade.

Depois, vi o grande boom do Carnaval de Olinda, em 1980. Com palcos armados nas praças, com os conjuntos (hoje são chamados de “Bandas”) locais com muito frevo, ciranda, maracatu… entrando noite afora, como acontecia nos clubes do Recife. Aliás, acho que 1980 foi o último ano de carnaval de clubes do Recife. Na década anterior, era Carnaval de Olinda de dia e bailes noturnos de carnaval nos clubes do Recife.

E agora, nessa pandemia, não tem Carnaval. Nas ruas… Mas tem Carnaval sim, no meu peito que bate mais acelerado ao escutar os compositores, maestros e cantores do Meu “Carnaval Divinal”, que espalha alegria, irreverência, fantasia a todas foliãs e todos foliões…

Também vale destacar que TERÇA-FEIRA, DIA 9 DE FREVEREIRO DE 2021, É O NOSSO DIA DO FREVO!

Viva o Carnaval de Pernambuco, que “é Vibração, é o gozo, é o suco, graças ao Frevo e à Federação” (Carnavalesca de Pernambuco).

Evoé, Baco!

Não deixem de ver o Baile Virtual do Bloco da Saudade no link: Baile Virtual do Bloco da Saudade 2021



Escrito em 7 de fevereiro de 2021.

2 comentários:

João Clímaco Cavalcanti Neto disse...

Lindo texto! O carnaval está dentro de nós, meu primo! Beijos!

Waldir Ferreira disse...

Parabéns pelo Blog e pelo Bloco tbm O da Saudade.