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25 março 2009

Faixa de pedestre na Região Metropolitana do Recife




Fala-se muito que os motoristas não respeitam as faixas de segurança de pedestres na RMR. Também concordo com isso, aliás, sinto isso na pele, é claro. Afinal de contas não é raro ficar-se vários minutos à margem das ruas, em frente às faixas de segurança de pedestres, sem poder atravessar a via.

Isto acontece, é claro, porque os gestores municipais o permitem, ou não se incomodam com a sorte dos cidadãos que não têm automóveis.

No último lustro da década de 1990, tive o prazer de ter sido cedido ao Governo do DF. Naquela época, Brasília era a campeã mundial de atropelamentos. O que o Governo fez? Resolveu fazer valer o artigo 70 do Código Nacional de Trânsito, que diz o seguinte:

Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.

Ora, como fazer valer esse preceito legal, se os condutores de automóveis e motocicletas somente respeitam o sinal vermelho?

Resposta: Multando-os. Infelizmente, os nossos condutores somente sentem dores no bolso. Foi o que fez o GDF naquele ano de 1996: colocou fiscais de trânsito nas faixas de pedestres que não tinham semáforo. Foi um santo remédio: até hoje, tá doido o condutor que desrespeitar a faixa de pedestres lá na capital da República.

Os gestores municipais do Recife, Olinda, Jaboatão e Paulista, pelo menos, deveriam se juntar nesse esforço: nas faixas de segurança de pedestres em que não há sinalização semafórica, colocar os agentes de trânsito dessas cidades a fim de fiscalizar SERIAMENTE as faixas. Acredito que em um ou dois meses de fiscalização, os cidadãos condutores começariam a respeitar essas faixas de segurança e não haveria necessidade de um gasto maior com a colocação de semáforos onde não haja cruzamento.

Deixar-se-ia a sinalização semafórica para os cruzamentos e não haveria necessidade de se colocar semáforos nas faixas de pedestres.

Também há que se fiscalizar as ciclovias, pois, como se sabe, muitos são os condutores de veículos automotores que estacionam e até circulam pelas ciclovias. Em Olinda, por exemplo, não é raro encontrar-se automóveis até mesmo de quem deveria primar pela obediência e cumprimento da legislação, pois não é raro vermos carros da polícia e mesmo da Diretoria de Trânsito da cidade estacionados na ciclovia da Avenida Marcos Freire. Também em Olinda, na ciclovia da PE-15, vê-se o tempo todo automóveis estacionados em frente a bares e oficinas. Sem falar de um posto que fica no final da Avenida Joaquim Nabuco, que destruiu a ciclovia da PE-15, para dar acesso ao mesmo. O pior é que é uma rodovia estadual! Isso é público e notório. Cadê a fiscalização do trânsito? O que fazem os agentes de trânsito, afinal de contas?

Ainda em Olinda, não é raro encontrarmos agentes de trânsito nos cruzamentos com semáforo. Por que, se sabemos que os condutores, em sua maioria, respeitam o sinal vermelho?

Como cidadão, acho que os agentes de trânsito deveriam fiscalizar as faixas de pedestres sem sinalização semafórica e as ciclovias. Acho que não precisaria de muito tempo fazendo fiscalização ostensiva. Seria o tempo suficiente para que os condutores começassem a receber as notificações de multas e os pontinhos em suas carteiras de habilitação. Assim, eles aprenderiam que pedestres e ciclistas devem ser respeitados, pois têm tanto direito ao trânsito quanto os automóveis e aprenderiam, também que o trânsito foi feito para todos: pedestres, ciclistas e condutores de veículos automotores.


18 novembro 2008

Arquivo do Estado irá disponibilizar documentos da ditadura na internet

Óia que nutiça interessante! Vamos torcer somente pra que seja liberado o acesso o mais depressa possível esse acesso.

Arquivo do Estado irá disponibilizar documentos da ditadura na internet

O Arquivo Público do Estado de São Paulo dará início nesta sexta-feira (07 de novembro) a sua participação no projeto “Memórias Reveladas – Centro de Referência das Lutas Políticas, 1964-1985”, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, com a coordenação do Arquivo Nacional. O projeto irá catalogar acervos e colocar à disposição do público, pela internet, os registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil durante a ditadura militar.

O Centro de Referência das Lutas Políticas será criado já com mais de 13.000 páginas de documentos recolhidos pelo Arquivo Nacional. Em 2005, a Casa Civil determinou que as instituições federais transferissem toda a documentação sobre a ditadura militar para o Arquivo Nacional. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), por exemplo, teve recolhidos todos os arquivos do Conselho de Segurança Nacional (CSN), da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Com este grande volume de documentos, o Arquivo Nacional aumentou em mais de dez vezes o seu acervo sobre a ditadura militar.

Já em 2008 foi firmado um acordo de cooperação técnica entre 25 instituições e o Arquivo Nacional para a “implantação de uma política pública de integração em rede de acervos e instituições”. De acordo com o projeto, será criado o banco de dados Memórias Reveladas, alimentado online pelas instituições parceiras com informações dos acervos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS), referentes ao período de 1964-1985. Também fará parte deste banco de dados a documentação do Arquivo Nacional sobre a ditadura militar.

O banco de dados estará disponível na internet para a livre consulta e permitirá recuperar e identificar informações sobre a repressão no Brasil. Apenas os documentos sigilosos não serão disponibilizados na internet. A classificação de documentos como “ultra-secretos” era comum no passado, com sigilo de 10, 15 ou até trinta anos, renováveis pelo mesmo período. Os documentos cujo prazo de sigilo já tenha expirado e aqueles que não possuem qualquer classificação poderão ser livremente consultados.

Também está prevista no projeto uma linha de financiamento para organização e tratamento de acervos de diversos fundos documentais sob a guarda de arquivos públicos estaduais e centros de documentação em universidades.

Esta é a primeira iniciativa que articula o Governo Federal e os estados da federação para a preservação e difusão de registros documentais. Esta interação irá possibilitar o cruzamento dos dados que estão sob a guarda de cada estado tanto para a pesquisa de pessoas que participaram da luta contra a ditadura quanto para reflexões acadêmicas sobre este momento da história do Brasil.

O DEOPS-SP
O estado de São Paulo mantém os registros do DEOPS abertos para consulta pública desde o início da década de 90, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo pesquisador. Desde então, os arquivos do DEOPS são os mais procurados no Arquivo Público do Estado, principalmente por pesquisadores e por pessoas investigadas durante a ditadura militar. Trata-se do maior acervo do gênero no país, com 150 mil prontuários, 1,1 milhão de fichas e 9 mil pastas com dossiês, 1.500 pastas de Ordem Política e 2.500 pastas de Ordem Social.

A participação paulista na primeira fase do projeto terá duração de oito meses. Dentre as atividades previstas está a microfilmagem de 2 mil pastas com dossiês. Para isso, será adquirida uma microfilmadora com a qual o Arquivo Público também irá atender aos pedidos de microfilmagem dos centros de pesquisa de São Paulo. O projeto prevê ainda a digitação de 420 mil fichas temáticas do Arquivo Geral do DEOPS. Nesta fase, apenas estas fichas poderão ser consultadas pelo público.

Esta parte do projeto Memórias Reveladas, que tem participação do Arquivo Público do Estado de São Paulo, conta com patrocínio da Petrobrás (Petróleo Brasileiro S. A).


Fonte: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/ver_noticia.php?id=25

17 novembro 2008

Adeus, Xiquitita do Meu Coração!


No sábado, a nossa "família" de cães ficou menor: na noite de 15 de novembro, nossa casa ficou triste. Tínhamos quatro cadelas e um cão. Mas no sábado à noite, a nossa Xica, a "Minha Pequenina", minha Xiquitita se foi. Nós lutamos junto com ela durante a última semana. Ela saiu do cio e adoeceu. Numa semana, estava morrendo em meus braços... Meu companheiro, quem a trouxe para nossa casa, e eu, estamos muito tristes. O lance é a falta do seu latido quando a gente chegava em casa todos os dias. Quando cantávamos e dançávamos ela sempre participava latindo e também arranhando nossas pernas como que querendo dançar com a gente...
Obrigado, minha pequenina, por você ter alegrado as nossas vidas durante seus onze anos.



15 novembro 2008

Adeus, Xica...

Na noite de ontem, dia 15/11, nossa casa ficou triste. Tínhamos quatro cadelas e um cão. Mas ontem à noite, nossa Xica, a minha Pequenina, minha Xiquitita se foi. Nós lutamos junto com ela durante a última semana. Ela saiu do cio e adoeceu. Numa semana, estava morrendo em meus braços... Meu companheiro, quem a trouxe para nossa casa, e eu, estamos muito tristes. O lance é a falta do seu latido quando a gente chegava em casa todos os dias. Quando cantávamos e dançávamos ela sempre participava latindo e também arranhando nossas pernas como que querendo dançar com a gente... Já postei um álbum aqui com nossos cães: As fotos de Xiquitita do meu coração estão nestes links:
http://amoranimais.multiply.com/photos/album/8/8#2
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/6
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/10
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/11
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/14
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/16
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/22
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/29
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/37
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/42
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/43
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/52
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/53
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/55
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/61
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/62
http://amoranimais.multiply.com/photos/photo/8/73
Obrigado!






28 setembro 2008

III Encontro BrOffice.org

Acontecerá, no dia 03 de outubro, na Casa da Indústria da sua cidade, o III Encontro BrOffice.org.
Maiores informações: http://encontro.broffice.org

28 junho 2008

Notícias de junho

O dia 27 de junho, ontem, foi um dia de boas notícias.
Primeiramente, pela manhã, meu amigo Hélvio Polito liga pra me informar que a série Livros Foreiros foi contemplada com o título de Memória do Mundo. Fiquei feliz.
Há uma ano sugeri aos técnicos do Arquivo Público que inscrevessem essa série documental e também o fundo Câmara Municipal, afinal a nossa Câmara de Olinda é a mais antiga das Américas. Existe desde 1537.
Outra notícia boa foi a aprovação, na Câmara Municipal, da equiparação salarial de todos os técnicos de nível superior. De quebra ainda vieram 3% de reajuste agora e mais 2% em novembro, mas o melhor mesmo foi a equiparação.
Mais tarde, na festa junina da Secretaria, fui sorteado pra um pernoite no Motel Fidji, um dos melhores da cidade. Foi um culete danado, com vários colegas fazendo ofertas de compra do prêmio.

15 junho 2008

Homofobia é crime!

Foi com tristeza que recebi a notícia de que o Senado da República tem recebido muitas ligações com relação ao PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia no país. Até aí, tudo bem. O problema é que tem aumentado muito o número de ligações contra o projeto. Principalmente cidadãos religiosos que dizem que o projeto é contra a liberdade de expressão. Ora, por acaso liberdade de expressão é o direito de achincalhar e fomentar a violência contra outros cidadãos somente porque esses “outros cidadãos” têm uma sexualidade diferente da que esses cidadãos religiosos apregoam ser a mais “natural”? Claro que não são todos os cidadãos religiosos que fazem esse tipo de coisa. Eu conheço vários cidadãos religiosos que discordam frontalmente desse tipo de pensamento

Não acredito nisso. Ninguém deve ter o direito de achincalhar grupos de cidadãos e nem de fomentar a violência contra esses grupos.

O telefone 0800 612 211 é do Senado Federal. Ligar pra lá não custa nada e o tempo que se perde é tão curtinho. Quando a gente liga pra lá, a pessoa que atender vai perguntar se é a primeira vez que você liga para o Senado. Se for a primeira, eles vão fazer umas perguntas sobre sua identificação, seu endereço e depois perguntam a sua mensagem e pergunta pra que senador(es) você que mandar a mensagem. Eu respondi que era favorável ao PLC 122/2006 e queria que fosse enviado para todos os senadores.

Peço a você que não se sente bem assistindo à violência com que são tratados cidadãos e cidadãs homossexuais neste país, que sente perto do seu telefone e ligue pro Senado, dizendo ser favorável ao PLC122/2006 e diga que quer que seja enviado a todos os senadores.

No site da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais você encontra outras formas de apoio ao PLC122/2006. Também há a e-Campanha da ABGLT sobre o mesmo projeto no qual você pode, inclusive, alterar o texto da mensagem e não pode esquecer de assinar no final.